




Na Nha Sol Xintádu é um livro de poemas em crioulo com 52 páginas, reunindo 32 poemas, sem títulos, enumerados por algarismos romanos.
O que se pode dizer di Na Nha Sol Xintádu, em primeira mão, é que é um dos mais moderno ou pós-moderno livro de poema cabo-verdiano escrito em crioulo.
É um livro que se distancia da tradição clássica e tradicional cabo-verdiana e se enfileira, em termos de poeticidade, de linguagem e de roupagem imagética e metafórica, na peugada de poemas universais e universalistas, apesar de manter bem enraizada a matriz tradicional cabo-verdiana, enfatizada pela língua.
Na Nha Sol Xintádu é um punhado de poemas, de matiz diversificado, com uma dinâmica de sons, de palavras e de vozes eivada de filosófica procura do eu, da compreensão humana e da interioridade do Homem.
São poemas que discorrem e flúem entre o sal e o sol, o salitre e a solidão, o seio e o sexo, o fogo e a cinza, pleno de questionamento sobre o corpo e a alma e o ser e o não-ser.
Com imagens e metáforas audazes e veementes, Na Nha Sol Xintádu é um espelho de múltiplas faces entre o caminhar dos homens e dos bichos, e dos anjos e dos demónios pelas vertentes do céu, da terra, das águas, dos dias, das noites, da luz e da sombra, mais os testemunhos da vida, das paixões quotidianas e da mundivivência que atravessam o espírito e a alma das pessoas, tais as dificuldades, as inconstâncias, as veredas enigmáticas, as dispersões indefiníveis e imperceptíveis, etc.
Emfim, é um cântico pleno de espiritualidade e resplandecente de vida e vivência, com amor, sonho e sexo em epifonémicas transfigurações.
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